México

Bibi Marin é capa da revista Saintless México

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Onde você está neste momento? 

Neste momento estou cruzando o deserto de Sonora; temos show hoje a noite em Nogales, e peguei um avião até Hermosillo. É uma linda paisagem. Amo o deserto, sou um daqueles que pode passar horas olhando pela janela.

O que leva na mala para esta viagem?

Nesta vez nem trago mala. Sempre procuro viajar o mais leve possível. me incomoda quando termino levando muitas coisas. Também odeio quando esqueço de algo, como um cinto, então procuro ter atenção na hora de fazer as malas.

Então, esta vez trago uma mochila. Levo a minha roupa para o show de hoje e minha “cosmetiquera”

-nunca soube como chamar esta coisa onde coloca seus produtos de banho, beleza, sinto que “necessaire” já não se usa-. Por fim, trago meu iPad, um livro que não consigo terminar de ler, minha caderneta e um casaco jeans, por acaso.

Quando está em turnê, viajam de um lugar para o outro em muito pouco tempo; você gosta desta parte do trabalho ou as vezes acontece que não quer pisar em um aeroporto? 

Amo com paixão viajar; sinto que é uma das experiências mais enriquecedoras que um ser humano pode ter. A coisa é com os aeroportos. Ter que ir com antecedência, mal dormido, sem comer, atrasos, e agora não podem levar mais do que tantos kilos no avião. Se existe um momento onde a magia acaba, em outro aeroporto e você quer dar um tiro.

Ser um rockstar é um trabalho bastante cansativo; Alguma vez teve que mostrar que este não era um trabalho real?  

Foram poucas vezes que tive que debater com alguém o quão de verdade é este trabalho. Sinto que as pessoas que não sabem o que significa fazer o que faço e porque não são chegadas a mim, então não há muito o que explicar sabe?

Os que me conhecem sabem que um dia estou aqui e outro lá.Que quase nunca consigo estar nos momentos especiais com pessoas especiais, estamos nisso desde que tínhamos 16, 17 e 21.

Como você e Kalinda fazem para manter o clima de recem casados depois de dois filhos, tantas turnês e trabalho? 

Acredito que se trata de ir tateando. Suponho que ninguém está preparado, pode acreditar que você sabe o que são as relações, mas na hora H, a realidade te pega um pouco desprevenido.

Simplesmente temos que procurar ter tudo do melhor, temos tempo para nós dois como podemos, comunicação, respeito; todas essas coisas que sempre dizem.

Trabalhar muito, tentar que o ego não se interponha no caminho. E o melhor de tudo, é que ela é a mulher mais bonita do mundo, então facilita as coisas para mim.

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Como pai você quer que a vida de seus filhos sejam mais fáceis e toma suas decisões de trabalho baseado nisso. Quais são as decisões mais difíceis? 

Suponho que as mais dificeis são baseadas em que educação quer dar; e me refiro no amplo sentido da palavra. Que escola, que tipos de amigos terá na escola, que lugar viver, tipo de casa, qual exemplo de vida estamos dando, religião, etc.

A verdade é que a vida sempre te coloca em dilemas de como transmitir mensagens aos filhos. Imagine que está sendo responsável pela formação de um ser humano, as rezes isso assusta, não quer errar nenhuma vez. Outras vezes somente confia que a vida é boa e as coisas dairão bem. É uma aventura.

Seus filhos gostam que seu pai seja guitarrista? 

Não sei se os agrada ou não, sei que quando Jazz se deu conta que o pai era famoso, ela ficou emocionada e a incomodava que em sua escola perguntassem de mim.

Também sei que ela adora ir aos shows do Reik, sabe todas as músicas e no fundo ou não tão fundo, a fascina que todo mundo a trate como princesa.

Algum deles tem gosto pela música?

Os dois são muito musicais, desde pequenos tem um ritmo para dançar.

Acabamos de colocar Jazz na aula de piano e ela esta encantada, ela está descobrindo o poder da música e tudo que pode se fazer com ela.

Em um Natal os avós a presentearam com um iPod com toda a discografía dos The Beatles e ela é a mais feliz. Sabe todas as músicas e me impresiona como ela tem um super ouvido para reconhecer canções e aprender novas.

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Voltamos a Mexicali, numa tarde de agosto de 2000 com 49 graus, você está em sua casa, passava em sua cabeça que você seria parte de tudo isso? O que você pensava nesta época? 

Naquela época eu estava sem saber o que fazer da vida, estava saindo da escola e o único que sabia era que queria tirar um ano sabático. Meus pais nunca tiveram problema com isso, e então assim oi. Comecei a trabalhar e ficar com meus amigos e tocar aqui ou lá.

O sonho de tocar profissionalmente e fazer bem e me tornar um rockstar ( ou popstar) era bastante distante, mas nunca tirei o dedo desta tecla.

Desde que tenho memoria me via tocando guitarra no palco, como os que tinham em Monterrey naquela época; como meus ídolos do grunge dos principios dos anos noventa.

Acredita que viver no norte, longe da cena musical em comparação a cidades como a Cidade do México, você tem alguma vantagem ou perseverança aos nortistas? 

Não acredito que isso afete a perseverança. O que sim pode ser uma vantagem, é o fato de crescer em um lugar um pouco bicultural; ter a fronteira a literalmente alguns passos de distância faz uma grande diferença. Tem muitas coisas de ambos mundos, por um lado está perseguindo o sonho americanos, mas pelo outro, o está vivendo.

A metade das rádios FM são em inglês. Consumi muito do que oferece Estados Unidos; então creio que de alguma forma nos deu esse fator internacional que não há, ou havía, no interior do México. E foi precisamente esse som que apaixonou a gravadora e finalmente nossos fãs.

Para o photoshoot desta capa, voltamos a origem e fizemos as fotos no deserto do vale de Mexicali. Você é um nostálgico do deserto, sempre buscou um trabalho que te tirasse do calor?

Acredito que não foi o calor que me fez sair de lá.

Eram mais a vontade de viver o mundo, conhecer um monte de lugares e ter todo tipo de experiencias. não sabia como, mas estava certo que iria viver o outro lado e fazer outra coisa.

De qualquer forma sigo sentindo uma atração especial pelo deserto e não posso deixar de sentir saudade dos atardeceres que só minha terra oferece.

Falando de trabalho, em um cenário que seu gosto pela música acabasse neste momento de sua vida, a que você se dedicaria?  

A única coisa que me poderia tirar o gosto pela música seria um acidente muito feio, onde atingisse minha cabeça e me transformasse em outra pessoa.

Bom, falando isso, retomaría meus estudos de arquiteto e feliz me dedicaría a isso. Suponho que é outra forma de ser criativo, e encontraria a forma de ser.

Adoramos o que você faz no Reik, tem canções que fazem parte do playlist de love songs, mas, gostaría de experimentar outros sons?

Sim, a verdade é que sempre estou fazendo. Seja colocar um elemento diferente na banda, ou fazendo músicas que terminam por ser do meu gosto.

Não sei se algum dua este material será lançado, não faço para isso.

¿Qué gênero seria?

Pois, algo entre rock, pop, alternativo, funk, e qualquer experimento in between.

Por último, o que segue na agenda do Reik, quando teremos novo CD? 

Agora seguimos com esta turnê que parece interminável, felizmente. Estamos tendo calma na elaboração de fazer outro disco; queremos que as coisas saiam de maneira natural, quando as cações estiverem prontas, estarão. Por agora já existem algumas, mas acredito que um novo CD do Reik estará pronto em algum momento na primeira metade do próximo ano.

Fotos—Fernando Ivarra
Styling—Juka
Grooming—Kalinda kano
Asistente de foto—Amelia Acedo
Video—Amos Navarro
Moda—Chaleco:Manov, Camisa:Lorena Saravia, Gafas: Carrera, Pantalón: H&M.

Leia a matéria original em espanhol: http://www.saintless.mx/2014/cover/bibi-marin-no-09/

Tradução: Mayra Dugaich / Latinidade

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