Literatura

Top 10 livros

Deixamos aqui 10 dicas de livros de autores latinos e/ou espanhóis.

Nome: A Sombra do Vento
Autor: Carlos Ruiz Zafón (Espanha)
Editora: Suma de Letras
Livro: Skoob
Sinopse:
‘A sombra do vento’ é uma narrativa escrita em uma prosa ora poética, ora irônica. Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível – em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de ‘A Sombra do Vento’, do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu.

Nome: Festa no Covil
Autor: Juan Pablo Villalobos ( México)
Editora: Cia. das Letras
Livro: Skoob
Sinopse:
Tochtli é um pequeno príncipe herdeiro do narcotráfico mexicano. Fechado numa fortaleza no meio do nada, engana a solidão colecionando chapéus e palavras exóticas. Yolcault é o rei. Ele pode tudo e lhe dá tudo. Só não deixa que o garoto o chame de pai nem que entre em certos quartos proibidos. Mas Tochtli tem uma inteligência fulminante e três chapéus de detetive, e com eles investiga noite e dia os enigmas desse reino. Ele também tem uma ideia fixa: completar seu minizoológico com hipopótamos anões da Libéria. E é bem capaz de conseguir que o rei atenda seu desejo.
Involuntariamente assustador e hilário em sua cândida crueldade, Tochtli relata sua própria educação sentimental, mostrando o coração do crime para além do bem e do mal. Nas ingênuas e disparatadas especulações desse improvisado detetive-antropólogo, atravessadas por suas fantasias e caprichos infantis, revela-s um quadro sinistro e doce como uma caveira de açúcar.

Nome: Inés de Minha Alma
Autor: Isabel Allende (Chile)
Editora: BertrandBrasil
Livro: Skoob
Sinopse:

“Sou Inês Suárez, moradora da leal cidade de Santiago da Nova Extremadura, no Reino do Chile, no ano de 1580 de Nosso Senhor. Não tenho certeza da data exata de meu nascimento, mas, segundo minha mãe, nasci depois da miséria e da tremenda pestilência que assolou a Espanha quando morreu Felipe, o Belo.” Inés da Minha Alma, de Isabel Allende, é um romance épico no qual o alento do amor concede uma trégua à rudeza, à violência e à crueldade de um momento histórico inesquecível.

Inés Suárez (1507-1580) é uma jovem e humilde costureira que embarca da Europa ao Novo Mundo em busca de seu marido, que desapareceu junto de seus sonhos de glória do outro lado do Atlântico, e acaba se tornando um dos principais nomes da conquista do Chile. Através da pena da mais famosa escritora latino-americana da atualidade, se confirma que a realidade pode ser tão surpreendente quanto a melhor ficção? E igualmente cativante.

Seu 15º livro publicado em apenas duas décadas, Inés da Minha Alma é seu livro mais ambicioso: uma ficção histórica ambientada na Espanha, Peru e Chile durante o século 16, logo após a descoberta do continente americano pelos europeus, que retrata uma a história de uma vida repleta de paixão em meio a um dos períodos mais sangrentos de toda a história da humanidade.

“As façanhas de Inês Suárez, mencionadas pelos cronistas de sua época, foram quase esquecidas pelos historiadores durante mais de quatrocentos anos”, escreve Allende. “Nestas páginas narro os fatos tal como foram documentados. Limite-me a alinhava-los com um exercício mínimo de imaginação”. E prossegue, advertindo que o romance é “uma obra de intuição, mas qualquer semelhança com fatos e personagens da conquista do Chile não é casual.” Em Inés da Minha Alma, Isabel Allende volta a demonstrar seu dom para criar personagens femininos fortes e densos, ao mesmo tempo em que revê a história oficial através de um novo ponto de vista.

Nome: Travessuras da Menina Má (Edição de Bolso)
Autor: Mario Vargas Llosa (Perú)
Editora: Ponto de Leitura
Livro: Skoob
Sinopse:

Nos anos 50, no bairro aristocrático de Miraflores, em Lima, o jovem Ricardo Somocurcio se apaixona pela estonteante e misteriosa “chilena” Lily. Depois de descobrir que, na verdade, ela é peruana e de origem humilde, ele a perde de vista, mas não consegue esquecê-la. Ricardo, um intéprete da ONU sem grandes ambições, e Lily, mulher fria e manipuladora que vive mudando de nome e de marido conforme as conveniências, se reencontram ao longo da vida, em diferentes momentos e em várias cidades do mundo. Travessuras da menina má conta esta história de encontros e desencontros através de quatro décadas.

Segundo Vargas Llosa, este é um romance que desejava escrever há muito tempo. “É uma história de amor, um amor moderno, condicionado pelo mundo em que vivemos e que está muito mais próximo da realidade do que os amores românticos da literatura. Este amor que se estende ao longo de quarenta anos também serve para fazer uma espécie de grande afresco de um universo que mudou extraordinariamente”, afirmou ao El País. Ao mesmo tempo em que conta a história de uma paixão arrebatadora, Travessuras da menina má traça um panorama de transformações sociais e políticas ocorridas na Europa e na América Latina.

Muitas das experiências vividas por ele aparecem através de seus personagens: “No romance utilizo material histórico do que foi o movimento guerrilheiro no Peru, o grande fracasso da primeira tentativa revolucionária séria que foi o Movimento de Esquerda Revolucionária, o MIR. E também descrevo o que é esse clima em que a utopia revolucionária se propagou de forma generalizada, como Paris se transformou no centro que exportava as ideias, os mitos e as fantasias da revolução, e também o fracasso de tudo isso. A vida me deu a oportunidade de viver as duas coisas”, lembra o autor. Aos 70 anos, completados em março deste ano, Mario Vargas Llosa admite que este romance dá muitas outras pistas sobre sua própria vida.

“O livro se passa nas cidades onde vivi. A história em si não existiu, mas os lugares são os meus: o Peru de quando eu era pequeno, a Paris dos anos 60, a Londres dos 70 e a Espanha dos 80. Na época da ´swinging London´, por exemplo, caí no bairro que descrevo muito no romance, Earl´s Court, na época em que era o coração desse movimento”, disse ao jornal espanhol.

 

Nome: O tempo entre costuras
Autor: Maria Dueñas (Espanha)
Editora: Planeta
Livro: Skoob

A escritora María Dueñas é um verdadeiro fenômeno. Quando ela lançou O tempo entre costuras, em 2009, não esperava a repercussão que alcançou. Hoje, disputada pelas maiores editoras do mundo, María Dueñas é comparada a Carlos Ruiz Zafón por sua prosa hipnotizadora e a forma cheia de imaginação e delicadeza com que combina fatos e personagens reais com ficcionais.

A verdade é que depois que se conhece Sira Quiroga, a encantadora costureira que protagoniza esta aventura, é impossível esquecê-la. O cuidado de María Dueñas com as palavras faz o leitor ouvir a respiração daquela frágil e pobre trabalhadora que um dia se apaixona loucamente e parte de Madri para o romântico Marrocos, meses antes da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), para ter sua inocência triturada pelos caminhos da vida. Até que se transforma uma vez mais para mergulhar, durante a Segunda Guerra Mundial, em um novo mundo, agora repleto de espiões, impostores e fugitivos.

Seria injusto classificar O tempo entre costuras. Mais correto seria dizer que se trata desses romances deliciosos nos quais cada página provoca uma sensação diferente no leitor. María Dueñas é dessas autoras que sabem realmente falar e tocar os leitores.

Nome: Histórias de Amor
Autor: Adolfo Bioy Casares (Argentina)
Editora: L&PM Pocket
Livro: Skoob

Neste livro, Bioy Casares, o parceiro mais querido de Jorge Luis Borges, com suave ceticismo e discreto humor, usa o estilo refinado para tratar deste tema eterno que é o amor, numa grande variedade de situações.

Nome: 2666
Autor: Roberto Bolaño (Chile)
Editora: Cia. das Letras
Livro: Skoob

Maior sucesso latino-americano em escala mundial desde Gabriel García Márquez, Roberto Bolaño consolidou-se na direção contrária de seu predecessor, apresentando, em lugar da literatura fantástica que notabilizou o autor de “Cem Anos de Solidão”, um realismo cru, de humor sardônico e pessimista. É nessa chave que se desenrola 2666.

Fiel aos dois principais temas que atravessam toda a obra do autor chileno – violência e literatura -, o livro é composto de cinco romances, interligados por dois dramas centrais: a busca por um autor recluso e uma série de assassinatos na fronteira México-Estados Unidos.

A primeira história narra a saga de quatro críticos europeus em busca de Benno von Archimboldi, um escritor alemão recluso do qual não se conhecem fotos. Na segunda, há a agonia de um professor mexicano às voltas com seus problemas existenciais. O terceiro romance conta a história de um jornalista esportivo que acaba se envolvendo com crimes cometidos contra mulheres da cidade de Santa Teresa, no México (ficcionalização de Ciudad Juárez). Na quarta e mais extensa das partes do livro, os crimes de Santa Teresa são narrados com a frieza e o distanciamento próprios da linguagem jornalística das páginas policiais. E finalmente, na quinta história o leitor é conduzido de volta à Segunda Guerra, tornando-se testemunha do passado misterioso de Benno von Archimboldi.

Apesar do tamanho monumental – a edição espanhola de 2666 tem mais de mil páginas -, a trama enigmática mantém o leitor em estado de suspensão até as últimas palavras, quando só então o autor oferece a solução que permite compreender o conjunto do livro.

Recheado de reflexões sobre a natureza do mal, a relação entre cultura e violência e, de quebra, a situação do intelectual latino-americano, 2666 é um livro inteligente, surpreendente e de leitura fácil. Não por acaso, fez uma carreira tão assombrosa no contexto da crítica internacional e entrou para o rol dos grandes fenômenos literários da atualidade.

Nome: Noturno
Autor: Guillermo del Toro (México)
Editora: Rocco
Livro: Skoob

O livro é a estreia na literatura do premiado cineasta mexicano Guillermo del Toro, diretor do cultuado O labirinto do fauno, vencedor de três Oscar, Cronos e Hellboy I e II, entre outros. Assustador e vertiginoso, o título saiu nos EUA com tiragem inicial de 250 mil exemplares, estreando na cobiçada lista de best-sellers do The New York Times na semana de seu lançamento, além de ter os direitos de publicação comercializados para vinte países, chegando ao ranking dos mais vendidos também na Inglaterra e na Espanha.
Escrito por Del Toro em parceria com Chuck Hogan “considerado um dos dez melhores autores de suspense da atualidade por Stephen King”, Noturno narra uma invasão de vampiros em Nova York provocada por um vírus capaz de causar uma pandemia em escala mundial. De forma realista e aterradora, o livro revela, pela primeira vez, detalhes surpreendentes sobre o universo vampírico, desde suas origens bíblicas a seus traços genéticos, através de uma abordagem científica dos fatos semelhante à de séries de sucesso, como CSI. Há gerações, os vampiros exercem fascínio e terror em leitores. Atualizando para o nosso tempo estes seres obscuros e lendários, Noturno é promessa de terror, medo e fascínio nunca antes vistos!

 

Nome: O Esquadrão Guilhotina
Autor: Guillermo Arriaga (México)
Editora: Gryphus
Livro: Skoob

Um pouco distinto dos demais, talvez por ser obra menos “madura”, faz uso constante do humor, ainda que negro. Conta a curiosa história de Velasco, um aristocrata decadente, que resolve reinventar a guilhotina, aperfeiçoando-a, com o intuito de vendê-la ao revolucionário Pancho Villa como símbolo de poder e terror. Estamos em plena guerra civil, no México dos anos 1910.

 

Nome: Mujeres Asesinas
Autor: Marisa Grinstein ( Argentina)

Em 2000, Marisa Grinstein lançou Mujeres Asesinas, reunindo 14 histórias de mulheres criminosas. Alguns anos depois, vendeu os direitos para a televisão. A série foi um sucesso na Argentina e ganhou uma versão mexicana.

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